BLOG “SUB CENSURA”

“Artigo 63 – São transgressões disciplinares:

  • XXIII – promover manifestação contra atos da administração ou movimentos de apreço ou desapreço a qualquer autoridade;
  • XXIV – referir -se de modo depreciativo as autoridades e a atos da administração pública, qualquer que seja o meio empregado para esse fim;”

Solicito a todos que prestem atenção aos mandamentos "legais" acima citados.

Afinal, ainda existem aqueles que acham que eles são superiores ao descrito a seguir:

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Art. 5º - IV:

É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.

CALE-SE!


ODEIO PEDÓFILO!!!



disque-denúncia 181


DELEGACIA ELETRÔNICA

  • Furto de veículo;
  • Furto ou extravio de documentos;
  • Desaparecimento ou encontro de pessoas;
  • Furto de placa;
  • Furto de celular.

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CONCURSO IP-1/2008 – ESTATÍSTICAS

UMA NOVA POLÍCIA?

A ACADEPOL divulgou as estatísticas dos resultados da prova preambular do concurso IP-1/2008. Os dados são alarmantes. (Veja o gráfico: Estatísticas dos resultados da prova preambular do IP 1/2008 no formato .pdf).

DISTRIBUIÇÃO DOS RESULTADOS

Aprovados:

390

0,58%

Reprovados:

67.017

99,42%

Total:

67.407

100,00%

 Fonte: ACADEPOL

 

 

 

REPROVAÇÃO POR MATÉRIA

Todas as Matérias:

20.172

29,93%

Mais de uma matéria:

25.882

38,40%

Direito, Criminologia, Atualidades, Lógica e Informática:

7.658

11,36%

Direito, Criminologia, Atualidades e Informática:

4.383

6,50%

Criminologia, Atualidades e Informática:

4.013

5,95%

Direito, Criminologia, Lógica e Informática:

3.316

4,92%

Reprovados só em Informática:

793

1,18%

Reprovados só em Criminologia:

430

0,64%

Reprovados só em Atualidades:

168

0,25%

Reprovados só em Lógica:

115

0,17%

Reprovados só em Direito:

70

0,10%

Reprovados só em Português:

17

0,03%

Total:

67.017

99,42%

Fonte: ACADEPOL

 

 

Inscreveram-se para o concurso cerca de 128.000 candidatos, mas fizeram a prova  67.407 candidatos. Deste total, apenas 390 candidatos (0,58%) foram aprovados em todas as matérias. Segundo matéria publicada no Jornal dos Concursos, candidatos consideraram as provas muito difíceis – mais condizentes com as provas dos concursos que exigem nível superior, e não o segundo grau.

As matérias avaliadas foram: Língua Portuguesa, Noções de Direito, Noções de Criminologia, Atualidades, Lógica e Informática. O candidato deveria acertar no mínimo 50% das questões em cada uma das matérias para ser aprovado nessa fase.

25.882 candidatos (38,39%) foram reprovados em mais de uma matéria. 20.172 candidatos (29,93%) foram reprovados em TODAS as matérias.


Estou paradoxalmente feliz com esta notícia.

Se por um lado me preocupa o fato de que a contratação de Investigadores de Polícia para suprir todos os cargos vagos existentes vai demorar ainda mais – e não estamos podendo nos dar a esse luxo, pois a falta de pessoal ultrapassou o limite da razoabilidade – por outro me regozijo com o que parece ser uma nova postura da administração em relação à seleção de pessoal.

Não há que se falar em serviço público de qualidade sem nos preocuparmos com a capacitação dos profissionais que o executarão. O recrutamento e a seleção desses profissionais são partes integrantes da qualidade do serviço oferecido.

Queremos uma Polícia Civil moderna e capacitada para suprir as necessidades da população. Para isso é necessário o máximo rigor na seleção do pessoal. Em um concurso público, o grau de dificuldade de uma prova é o norte da intenção da administração em bem selecionar os futuros funcionários.

Mas o rigor da seleção, por si só, não significa uma boa capacitação dos profissionais. De nada adiantará se o Curso de Formação Técnico-Profissional continuar a ser oferecido nos moldes atuais. Afirmo com toda a certeza do mundo que 3 meses de Academia – aproximadamente 45 dias úteis – não são suficientes para a formação de um Policial Civil, seja qual for a carreira. Além disso, o modelo atualmente adotado – o sujeito é nomeado e toma posse antes de ir para a Academia; já chega na Academia com a arma e o distintivo – restringe a possibilidade de reprovação no curso de formação. Há que se pensar em uma forma para contornar esse óbice. Além disso, a falta de oferta de cursos de atualização e especialização reduz a possibilidade dos profissionais da Polícia Civil do Estado de São Paulo serem capacitados de acordo com as necessidades da população.

Os índices de desemprego no setor privado, a estabilidade no cargo, a possibilidade de aposentadoria especial, com proventos quase integrais, e o nível mínimo de escolaridade exigido (segundo grau) são fortes atrativos para os que têm o segundo grau completo, apesar de os vencimentos não serem condizentes com o cargo. Seria interessante termos uma estatística que revelasse quantos destes candidatos prestaram concursos públicos para outros cargos – nas carreiras policiais ou não. Talvez ela revelasse os motivos reais de uma quantidade tão grande de candidatos.

O baixíssimo índice de aprovação revela que os candidatos não se prepararam satisfatoriamente. Muitos jogaram dinheiro fora, freqüentando os chamados cursos preparatórios, que, ao que tudo indica, estavam prevendo um nível de dificuldade semelhante ao das provas aplicadas nos concursos que antecederam o IP 1/2008 e não previram uma possível mudança na postura da administração. Ou seja, até mesmo os cursos preparatórios se acostumaram com o ridículo grau de dificuldade das provas aplicadas nos concursos para Investigador de Polícia.

Para concluir: espero que os aprovados sejam realmente vocacionados para a função na qual estão quase ingressando. E também que sejam honestos. E que queiram trabalhar na POLÍCIA JUDICIÁRIA, não nos chamados “grupos de elite da Polícia Civil”. Se não for esse o caso, é melhor prestarem concurso para a Meganha…

 

Abraços a todos

Flávio Lapa Claro
Investigador de Polícia
DAS/DEIC

28 comments to CONCURSO IP-1/2008 – ESTATÍSTICAS

  • Boa tarde Sr. Flavio. Como também fiz a prova e também estou insatisfeito com o resultado e com o nivél das questões, gostaria de saber o que será feito para que se preencha a demanda de vagas? Sim, pois ainda faltam as fases de prova escrita e oral para que estes 390 canditatos aprovados na primeira fase logrem exito ! ! !
    Uma prova como esta nao mostra que tis candidatos serão melhores policiais que, por exemplo, Eu ! ! !
    Meu pai é Agente a 22 anos e eu cresci dentro de uma delegacia (Não quer dizer também que só por isso mereço o cargo) mas a questão é que sou apaixonado pela instituição e faria de tudo para ingressar. Agora me resta esyudar mais ainda para a prova de ecrivão. Abraços ! ! !

    • Se a lei for seguida, após a nomeação de todos os que forem aprovados neste concurso deverá ser realizado um outro concurso para o preenchimento das vagas restantes e as que vierem a surgir.
      Lembro que o próximo concurso já terá como exigência mínima de escolaridade o terceiro grau…

      Boa sorte no concurso para escrivão.

      Abraços

  • Lucas

    Bom dia Sr. Flávio, fiquei muito satisfeito ao ler suas considerações. Ultimamente nos blogs e fóruns só tenho visto críticas a este concurso, pessoas dizendo que somente apadrinhados foram aprovados e que o concurso não teve lisura alguma.
    Eu fui aprovado entre os 390 e não conheço ninguem na polícia. Só eu sei de todo esforço que tive para conseguir passar para a 2 fase deste concurso, também todo esforço que continuo fazendo para conseguir ser aprovado.
    Colocar a culpa da reprovação na Acadepol beira o absurdo e também dizer que os aprovados são sortudos ou apadrinhados é uma demonstração clara de incapacidade de aceitar uma derrota.
    Ler suas considerações foram de grande vália para este concursando e seria muito melhor que as pessoas conseguissem analisar a situação da mesma maneira que o Sr.

  • Caro Flavio,

    Também fiquei muito feliz com o resultado, não só por ter sido aprovada para a segunda fase, mas por acreditar que a Polícia Civil, apesar da necessidade de pessoal, terá como novos colaboradores, pessoas que admiram e respeitam a instituição.
    Foi preciso muito esforço e dedicação para chegar até aqui e será preciso muito mais para as próximas etapas. Assim como o canditato Lucas, também não tenho “padrinho”, cheguei aqui por mérito, o que me faz confirmar o caráter ilibado deste concurso.
    Não vejo a Polícia apenas como uma forma de trabalho, mas como uma forma de vida.

    Abraço,

  • ALEX

    gostaria de saber o que acontece com esse concurso pois existe uma lei federal que exige anulação do concurso onde não são aprovados 30% do numeros de vagas do concurso?

  • ALEX: Não conheço a existência dessa lei. Se ela existe, precisa ver qual a sua abrangência, se é para os concursos para o Serviço Público Federal ou para todos os concursos. Creio que, se ela existir, deve regular os concursos para o Serviço Público Federal.
    Agradeceria se você me enviasse maiores detalhes dessa lei, pois me interessa diretamente…
    Abraços
    Flávio

  • Caro Flávio, Li sua matéria e respeito sua opinião, mas tenho algumas considerações.
    Concordo que é preciso qualificar melhor nossos policiais, porém não achei razoável o nível de dificuldade exigido nessa prova já que a o grau requerido era apenas o 2º. Ademais o critério de aprovação (acertar 50% de cada disciplina) é injusto. Também acho que esse tipo de prova não afere se realmente o aprovado está hábito ou não a ser um bom investigador, pelas seguintes razões.

    1- Será que um investigador precisa realmente saber por quanto conjunto é formado um IP? Conhecer o que é tabela ARP? O que é um peer-to-peer? Acho que é para esse tipo de conhecimento aprofundado que existem os peritos.

    2- Aceitei 65 questões, fiquei (eliminado) por uma questão de atualidades. Tem gente que passou com apenas 51 acertos. Será q isso significa que essa pessoa está mais preparada do que eu?

    3- Numa coisa eu concordo. Um bom profissional é aquele que tem uma boa FORMÇÃO. A vocação para o serviço vai ser revelada no curso preparatório.

    Quero deixar claro que minha indignação não é porque fui reprovado – isso faz parte da vida de concurseiro – mas sim pelo tipo e nível de perguntas que estão sendo elaboradas ultimamente em concursos. Não estudei tanto para esse concurso, pois eu estava estudando para outros. Também sou formado em direito e graças a Deus já passei para Delegado e hoje espero convocação.

    Só acho que as perguntas deveriam ser mais específicas para a área alvejada. Acho q é um tipo de prova que elimina possíveis bons profissionais. Parabéns àqueles que passaram, mas tenho certeza que muitos profissionais bons ficaram de fora porque não souberam responder o que é um SWITCH, ou porque não souberam de qual prêmio foi vencedor o filme tropa de elite.

    Será que realmente esses tipos de conhecimentos especializados, aprofundados realmente têm utilidades para o exercício das funções de um investigador? Nem alunos formados na FATEC souberam responder. Acho importante ter um conhecimento básico nessas matérias, mas parece que os examinadores querem um especialista no assunto. Agora mais importante do que saber o que é um CROSSOVER e o investigador tem um bom conhecimento da lei, saber escrever, ter caráter, ter equilíbrio no manuseio de uma arma, e bom atendimento ao público etc. Mas parece que os valores estão se invertendo.

    A verdade é que há muitos e bons candidatos preparados sim e a concorrência está cada vez maior, por isso o negócio é apelar para perguntas absurdas. O que nos resta “pobres concurseiros” é seguir o fluxo e nos preparar. Afinal, a exigência é cada vez maior.

    Quanto aos cursinhos esse novo perfil que a administração está adotando é benéfico a eles, pois eles terão mais alunos à procura.

    Acho que é preciso RIGOR sim na seleção do pessoal, mas é preciso também um critério de seleção justo e correlacionar à matéria com o que realmente será exigido na futura profissão, bem como com o grau de escolaridade exigido.

    Esse é minha modesta opinão

  • Oi, Anderson…
    Antes de responder às suas considerações, fiz uma breve revisão do anexo I do edital do concurso IP 01/2008.

    Lá consta que cairão perguntas sobre:

    “IV – Atualidades – nacional e internacional
    1. Políticas.
    2. Econômicas.
    3. Científicas.
    4. Sociais.”

    “VI – Informática
    1. Sistemas operacionais: instalação, configuração e operação.
    2. Aplicativos: processadores de texto, planilhas eletrônicas e bancos de dados.
    3. Internet e intranet: navegadores, correio eletrônico e transferência de arquivos.
    4. Comunicação: protocolos de comunicação e rede de locais e remotas.
    5. Hardware – microcomputador: configuração básica e componentes; impressoras: classificação, noções gerais e operação; outros periféricos.”

    Como se pode ver, não há que se surpreender com questões sobre protocolos I.P, peer-to-peer e switch. Está lá, escrito. Protocolos de comunicação e redes, transferência de arquivos, internet, intranet…e se os alunos da FATEC não souberam resolver, QUE DEUS NOS ACUDA!

    Sabe, Anderson, um policial não pode se dar ao luxo de querer que as coisas sejam como ele imagina. Tem que trabalhar com a realidade. E ela – a realidade – às vezes é muito diferente do que queremos. O trabalho do policial envolve vidas; por isso, muitas vezes não podemos fazer as coisas como gostaríamos, mas como as regras mandam. E a regra do concurso é muito simples: serão avaliados os conhecimentos sobre os itens descritos no anexo tal ou qual.
    Se quiser anular qualquer concurso é só achar uma pergunta que não esteja incluída no rol exibido no edital.
    Não adianta decorar o Dom Casmurro se o livro que está no edital é o Memórias Póstumas. Há que se saber sobre o Memórias Póstumas.

    No trabalho do Policial Civil, os detalhes são importantíssimos. Não se ligou nos detalhes, perdeu a cana ou a vida. Por isso não concordo com as suas considerações. Não se preparou conforme o exigido pelo edital. Não se ligou nos detalhes. Como a grande maioria dos seus concorrentes. Como a maioria dos tais cursinhos preparatórios.

    O trabalho do Investigador de Polícia é sui generis. Ele tem que estar apto a circular por todos os meios sociais e culturais, nunca sabe onde a investigação o levará. Não é só pau, bala e Código Penal. Tem que saber o português culto, mas também as gírias da vida. Há que estar antenado no mundo, nos acontecimentos recentes e nas regras do jogo. Nunca pensei que Machado de Assis seria importante no meu trabalho. Mas posso lhe garantir que já me foi exigido demonstrar algum conhecimento sobre o Machadão, num desses sequestros da vida. A gente nunca sabe o que vai encontrar pela frente.

    Quanto à exigência de acerto de 50% das questões em cada matéria, também está lá no edital. Não são cabíveis reclamações. Eu, particularmente, acho que essa exigência está errada, pelo menos no que diz respeito ao Português. Deveria ser exigido muito mais que 50% de acertos. Não consigo conceber um policial que não saiba escrever, ou que não entenda o significado do que está lendo.

    Espero que seja logo convocado para assumir seu cargo de Delegado. Mas sugiro a vc que, no caso de se candidatar a outros cargos, prestando outros concursos – me parece que o fará, uma vez que se inclui na categoria de concurseiro – preste toda a atenção do mundo no edital, e estude – muito – tudo o que constar na relação de matérias. Aí, sim, tenho certeza que vc terá sucesso.

    Boa sorte e bons estudos.

    Abraços,

    Flávio

  • Olá, Flávio.
    Gostei de sua resposta e o achei sensato seus argumentos, porém não concordo plenamente.

    Realmente O edital é a LEI do concurso. Por isso que já gastei alguma grana comprando livros de raciocínio lógico, informática, assinando jornais etc. Mas não é só porque está no edital significa que o conteúdo programático seja o mais razoável para o cargo. No edital eles colocam o que quiserem e nós concurseiros temos que acatar e estudar sem reclamar. Se exigirem conhecimento de Inglês vou me virar e aprender a língua e pronto. Porém não significa que extra-concurso nós não podemos discutir o assunto, certo.

    Se formos levar a “risco” o edital lá também consta que o nível exigido é o 2º grau. Assim, o nível da prova também deveria ter sido de 2º grau. Quando fiz colegial (“2º grau”) não tive matéria de informática, e no curso técnico me ensinaram o básico.

    Fiz questão de mostrar o prova para um ex-professor da FATEC de Ourinhos. E ele avaliou que o nível realmente estava alto.

    Também concordo que tanto no direito como nas áreas que se relacionam com ele é necessário um conhecimento multidisciplinar. Porém, acho que cada área de atuação sempre tem uma matéria predominante.

    Por isso acho (salvo melhor entendimento) que o critério de avaliação nesse concurso não corresponde com o nível de escolaridade exigido atualmente e nem com o perfil da profissão. Ou deve-se realmente elevar o grau de escolaridade.

    Imagina hipoteticamente num concurso para profissão de médico constar no edital que irá cair conhecimentos de direito e na prova cair perguntas do tipo: O que é crime? Quais os casos que excluem a ilicitude do crime? Seria razoável?

    Só como exemplo um concurso com critérios justos de seleção (em minha opinião) que está preste a acontecer é para Agente Penitenciário Federal. Serão exigidas quatro disciplinas.
    -Português (16 questões com peso 2 cada questão).
    -“Conhecimentos” de informática (7 questões c/ peso 1).
    - Raciocínio lógico (7 c/ peso 1).
    - Conhecimentos específicos – direito (25, c/ peso 3).

    São necessários acertar o mínino 6 questões de português, 2 de informática e raciocínio e 10 de direito para não ser eliminado.

    *Nota-se que cada disciplina tem um peso diferente conforme sua importância para o perfil da profissão.

    O Senhor poderia me dizer: se você acha justo vai prestar esse então! – rs. Mas não é está a finalidade da discussão!

    Concluindo, só acho que o critério de avaliação não está sendo compatível com o nível de escolaridade exigido.

    67.017 reprovados são BURROS de mais (incluindo eu) ou o critério de seleção e a prova estão sendo rigorosos de mais e incompatíveis com as qualificações profissionais exigidas, talvez até injusto, pois como eu disse tem gente que acertou 70 questões e ficou, e outros apenas com 51 acertos passaram,

    Imagina outra situação hipotética que poderia ter ocorrido nesse concurso: Alguém gabarita português, direito, atualidade e raciocínio lógico, porém acerta apenas 9 em informática. O cara acertaria 89 questões e por apenas 1 de informática o cara seria reprovado, ou seja, nota máxima em todas as matérias e por causa de 1 questãozinha de informática não está mais qualificado para o serviço. E outro acerta o máximo 50% em cada disciplina ficando com apenas 50 acertos total e é considerado qualificado para a profissão. Isso sim é um paradoxo.

    Fazer o quê. O Edital é a lei do concurso. Se quem o formulou diz que deve ser assim, deve ser o critério mais justo então.

    Não estou tirando o mérito de quem passou, Parabéns a esses. Só acho que entre esses 67.017 reprovados havia bons profissionais que tiverem um bom desempenho, mas por um critério, que para mim injusto, ficaram de fora.

    Não estou com lamentações. Se eu tivesse estudado um pouco mais talvez eu tivesse passado, porém, com certeza, eu não deixaria de ter essa opinião.

    Valeu…
    Bom fim de semana para o senhor. abraços

  • Cometemos todos alguns erros de interpretação sobre certas frases que lemos ou ouvimos diuturnamente. Um destes erros é usual quando se trata de concursos públicos. Dizer que o concurso é de nível segundo grau não significa que os conhecimentos a serem avaliados serão aqueles exigidos pelo Ministério da Educação e Cultura para que o sujeito seja titular de um certificado de conclusão de segundo grau, mas sim que para o ingresso na carreira pretendida é necessário que se possua aquele diploma. Da mesma forma o 1º grau, ou o nível superior.Tenho certeza que quando vc cursou o 2º grau também não teve as matérias “raciocínio lógico”, direito, etc. . Fossem analisados os conhecimentos adquiridos durante o curso do segundo grau, as matérias seriam outras. Matemática, Geografia, biologia, física, química, etc.

    Quanto ao nível de dificuldade ser ou não correspondente ao segundo grau, a discussão entra em um outro campo, bem mais árido e complexo: o problema da EDUCAÇÃO, no país. Como se fazer uma prova que contemple os que cursaram o segundo grau em uma escola pública da periferia, no horário noturno, pois trabalhavam e estudavam simultaneamente, e também aqueles cujos pais conseguiram sustentá-los enquanto cursavam o segundo grau em um colégio bandeirantes, ou dante alighieri ? Em quem basear a avaliação, nos primeiros ou nos últimos ? É o mesmo que exigir que a Polícia Brasileira seja tão eficiente quanto a Inglesa… Simplesmente não rola. As diferenças de oportunidades são brutais, apesar de as capacidades individuais, às vezes, conseguirem suplantá-las.

    Desde que passou a existir, no Brasil, o tal do VESTIBULAR, o ensino deixou de ter como meta o aprendizado do cidadão e se tornou uma mera preparação para o ingresso na faculdade. Não se preocupam mais em ensinar, só em proporcionar conhecimentos suficientes para que o aluno passe no vestibular. A esse respeito, sugiro a leitura do livro “Conversas sobre Educação”, de Rubem Alves. É um dos meus livros de cabeceira (grande e reforçada, para aguentar o peso) prediletos.

    Critérios têm que ser definidos para qualquer tipo de seleção, seja para o serviço público, seja para a iniciativa privada. No caso do serviço público, como vc muito bem colocou, eles são definidos pelo edital do concurso de ingresso. Não existe nada de justiça nisso, apenas candidatos demais para vagas de menos…

    Abraços
    Flávio

  • Valeu meu caro Flávio. O papo foi bom. Sou flexível em concorda com algumas considerações sua e até refletir, mas em alguns outos apectos discordo e tenho meu ponto de vista. O importante é respeitarmos a opinião de cada um e sempre continuarmos discutindo de forma saudável esses assuntos que nos interessam diretamente.
    Espero que tenha entendido meu ponto de vista também.
    Sou concurseiro e luto por uma vaga na administração pública e não vou desistir até tomar posse em algum cargo público, pois, atualmente, só passar nas provas não basta. Pois com a aprovação temos apenas uma expectativa de direito, mas nada nos garante a convocação.
    Fora as discussões postas em fóruns, etc. Na verdade, de resto, não temo muito o que se fazer. O negócio é “enfiar” a cara nos estudos e se preparar no que for preciso para passar. De forma justa ou não quem dá as cartas são “eles”, basta a nós nos prepararmos satisfatoriamente e vercer cada obstáculo imposto.

    Sucesso na profissão…
    abraços..
    valeu

  • Onde se lê: “não temo muito o que se fazer”
    Lê-se: “não há muito o que se fazer”

    fuiiiii

  • Anônimo

    caro amigo flavio o nivel de dificuldade da prova nao foi alto nao o problema e que a maioria das pessoas nao se preparam para o evento e depois reclamam do resultado.

  • Caro Flávio,

    Já que o senhor mencionou o Edital de Abertura, gostaria de saber o porque de todas as leis que seriam pedidas na prova terem os seus artigos especificados para estudo ex.:(Código de Trânsito Brasileiro – Lei nº. 9.503/97 (artigos 291 a 312).), e Direito Constitucional, que teve 9 questões na prova, não estava especificado o que era pra ser estudado. Pois o que o edital pedia era Direitos Humanos, e não Direito Constitucional, com os respectivos artigos da Constituição Federal que deveriam ser estudados!

    Além disso, concordo com o colega Anderson, pois assim como ele, eu também acertei mais questões do que muita gente que foi aprovada, mas fui reprovado por duas questões de informática. Realmente, essa exigência de acertar 50% de cada disciplina, sem aferir pesos diferentes a cada uma delas, torna o concurso insuficiente, ao invés de ser um concurso inteligente, pois como o colega Anderson bem disse, muitas pessoas inteligentes e capacitadas ficaram de fora por não saberem o que é um modelo OSI, ou um processo de espelhamento de partições, mesmo tendo um ótimo desempenho nas demais disciplinas!

    Não estou dizendo que aqueles que foram aprovados por terem acertado o mínimo de 50% e nada além disso não possuem seu mérito, muito pelo contrário, meus parabéns para eles, mas gostaria sim que aqueles que tiveram um bom desempenho em todas as disciplinas exceto uma, pudessem ser considerados aptos para prosseguirem para a fase seguinte, pois o Edital de Abertura poderia ser flexibilizado, uma vez que o concurso já não está mais correndo de acordo com o que o Edital estipulava, pois 5.796 candidatos deveriam ter passado para a próxima fase, conforme consta no Edital de Abertura, mas só passaram 390 candidatos, deixando espaço de sobra para todos aqueles que reprovaram em somente uma disciplina, passarem também para a próxima fase.

    Muito Obrigado!
    Sucesso na Profissão!

    Um abraço!

  • Flávio de Lapa,

    Preciso tirar uma dúvida, quero me inscrever para o próximo concurso para invertigador e ouvi falar e também vi em uma das sua respostas que será preciso ter terceiro grau, isso é realmente verdade? Você tem algum curso para me indicar que eu possa fazer antes do concurso pois estou disposta para passar no concurso, quero muito ser uma das melhores investigadoras do Brasil, e estou a procura de aperfeiçoamento para chegar ao meu objetivo, preciso de conselhos e dicas de algum profissional capacitado. Tenho o segundo grau e quero estar mais que preparada para ficar em primeiro lugar, você tem idéia quando será a data do próximo concurso?

    Grata,
    Aline Fernanda

  • Oi, Aline…é verdade, sim… O concurso 1/2008 foi o último para investigador de polícia com a exigência de escolaridade mínima de segundo grau. No próximo essa exigência já será de terceiro grau.
    Pelo andar da carruagem, espero que brevemente – tão logo o ip 1/2008 seja homologado – seja realizado um outro concurso. Porque estamos precisando desesperadamente de gente para ocupar os cargos vagos, e, ao que parece, o ip 1/2008 não aprovará pessoal suficiente para o preenchimento nem da metade dos cargos.
    Cursinhos preparatórios existem às pencas. Não faço idéia de qual seja bom ou ruim. Sei que a AIPESP – Associação dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo – oferece cursos para diversas carreiras.
    De qualquer forma, espero que vc consiga atingir seus objetivos, e estou à disposição.

    Abraços

  • olá, gostaria de saber onde encontro o downland da prova de investigador 2008?
    grata

  • Eu também estou tentando achar, mas até agora não consegui…SE alguém souber, por favor me avise para eu disponibilizar no blog.

  • olá Flávio, muito bom o blog, ele respeita/argumenta as opniões de todos e tem as respostas de seu criador para os comentários de cada um.
    A prova só estava difícil na parte de informática, mas quem tinha algum conhecimento, ou tinha estudado antes, como eu estudei,conseguiu passar.
    Concordo que a parte de português deveria ter sido exigido um pouco mais de 50% dos candidatos.
    e quanto ao nível dos cursinhos preparatórios, acho que subestimaram a banca desse concurso; eu via muito o pessoal falando que estava fazendo cursinho e usando apenas o tempo do cursinho pra estudar, sem demonstrar mais afinco pessoal aos estudos. Eu me contentei com livros e materiais online, esperando o máximo dessa banca, agora seja o que Deus quiser na segunda fase.
    Falando em segunda fase, o senhor está sabendo (ou pode comentar) alguma novidade/data sobre os recursos, ou sobre a segunda fase?? acabamos por ficar ansiosos e esperançosos com a profissão tão sonhada… rsrs
    obrigado…

  • Olá ! Acabei de chegar da ACADEPOL…com alguns “nãos” na cabeça.
    Não consegui a prova para publicar…Não há informações disponíves sobre as próximas fases…Não, não, não…

    Pedi para um colega – que lá trabalha desde o tempo em que honestidade era muito mais que um simples substantivo abstrato – que me informasse tão logo surgisse alguma novidade…

    Abraços

  • Bom dia,

    Alguém tem idéia de quando sairá os resultados dos recursos?

    Não prestei concurso, mas tenho um filho que prestou e ficou por uma de informática.

    No meu pensar acho que o raciocínio lógico deveria ter um peso maior do que informática.

    Vejam bem, mesmo nos seriados fantasiosos que existem na TV o trabalho é sempre feito por uma equipe.
    1- O supervisor ou chefe é o que tem o maior raciocínio lógico
    2- Um técnico em informática
    3- Um técnico em anatomia (médico)
    4- Um técnico em leis (advogado)
    5- Um técnico em mente humana (psiquiatra)
    6- Etc., etc.

    Então vejam cada macaco no seu galho, não dá para assobiar, chupar cana e tocar clarinete ao mesmo tempo.
    Analisando friamente todas as questões a banca examinadora está querendo não investigadores de policia, mas sim hidras com diversas cabeças e que cada uma seja expert em uma área especifica.

    Vou voltar à informática que é minha área de trabalho desde 1974, meu filho entrou com apenas um recurso em uma das questões e quem fez todo o trabalho de embasamento fui eu, mas eu analisei todas as questões e tem várias que caberiam recursos devido ao fato de não terem resposta ou então terem 2 respostas válidas.

    E para encerrar quem elaborou as questões deveria esquecer a dupla Intel e Microsoft, porque estão bem longe do que é realmente informática.

    Paulo

  • Anônimo

    caro Flavio a quem interessar baixar a prova de investigador ip-1/2008 basta acessar o link abaixo já esta devidamente comentada pelo grupo claretiano de estudos, ainda estou aguardando o resultado dos recursos, fiquei por uma de atualidades, que venha o Mercosul.

    http://www.4shared.com/file/76571650/1b441c67/Atualizada_Prova_Comentada_e_Recursos_Investigador_IP-2008.html

  • olá querido… o seu blog é o máximo, e este que deixou o endereço da prova de investigador um anjo…..
    abraços

  • Caro Sr. Flávio,
    A única certeza que eu tenho é que se aumentarem ainda mais o nível de exigência para o próximo certame, baseando-se no fato de que se aumentou a exigência do grau de escolaridade, haverá a necessidade de realização de muitos outros concursos para o preenchimento das mesmas vagas oferecidas.
    Isso vem na contramão de tudo o que se conhece de concursos públicos; quando geralmente se sobre passa a quantidade de aprovados ao número de vagas, convocando-se apenas os melhores classificados(isso não me parece nem injusto, nem prejudicial ao rigor da seleção).Vendo a prova de 2008 tive a molesta convicção que, muito provavelmente, pouquíssimos investigadores hoje em trabalho seriam capazes de resolver metade das questões de cada matéria; prova disso é a declaração de um dos candidatos que aqui disse haver passado para delegado em outro concurso.
    Eu mesmo fui aprovado em todas as etapas para o concurso para tenente da polícia de MG, quando infelizmente – para mim – fiquei como primeiro excedente em um ano onde não se convocou nenhum.
    Sinceramente, vejo o nível da prova bastante desproporcional ao cargo e ao salário da carreira questão – se o Sr. ainda não viu a prova, quando veja vai saber o que estou falando – porque, entre as coisas que concordo com o Sr. , não se pode querer transformar o nível dos profissionais da noite para o dia, muito menos através de meios exclusivamente admissionais.
    Os “me ganhas” provavelmente recorrem a provas mais fáceis em seus concursos, mas outrossim são aprovados sempre os melhores classificados e preparados sem haver a necessidade da elaboração de mais de um concurso para garimpar os “super aprovados”.

    No meu modesto parecer, poucos hoje são os profissionais policiais civis com a capacidade e patamar cultural que se percebe no Sr., através de sua racionalidade, expressas em seus textos e argumentações.Isso me leva a crer e reforçar que uma das coisas em q coincidimos é que a depuração da PC não pode ser feita somente de fora para dentro, pois é comum vc entrar em uma comunidade da policia civil no orkut e ver frases do tipo: “VOCE ACHA QUE REALMENTE´NOS TEM´QUE ENTRAR EM GREVE” – ou então:”por que a policia de todos os estados nao se unem para ´precionar´ o governo”. No primeiro exemplo, ou o cara é PC ou se diz… e se for, isso prova minha tese que a pretensão desses novos modelos de avaliação vai gerar um abismo cultural entre os antigos(alguns) e os novos policiais(todos eles a partir de então).Teremos 2 policias sob o mesmo distintivo.

    http://www.orkut.com.br/Main#CommPollVote?cmm=37886304&pct=1220540650&pid=1271578918

    • Oi, Tiago.
      Infelizmente vc tem razão em quase toda a sua análise. No entanto, se quisermos melhorar alguma coisa – pensando, principalmente, na população, que paga, e muito, por serviços de qualidade e não os obtém – em algum momento algo terá que ser feito. Creio que o pontapé inicial foi dado – endurecendo bastante na questão admissional. Principalmente na investigação ético-social.
      No entanto, a instituição NUNCA conseguirá selecionar os melhores enquanto continuar oferecendo aos profissionais os salários humilhantes e as condições de trabalho aviltantes que hoje nos são oferecidos.

      É toda uma cultura do USO POLÍTICO DA POLÍCIA, da complementação do salário através de bicos (ou, pior, de sacanagens), de forçar os policiais a pagarem para conseguirem trabalhar, consertando viaturas, fornecendo material e equipamento para a delegacia, pedindo favores para terem condições de cumprirem minimamente com as suas obrigações.

      Não basta endurecer no concurso. Enquanto essa cultura de mão de obra barata e disponível a qualquer momento continuar, a Polícia não conseguirá cumprir com as suas obrigações. E essa afirmação não se refere apenas à Polícia Civil do Estado de São Paulo, mas a todas as instituições policiais do Brasil.

      Ou nós, Policiais, mudamos de mentalidade, EXIGINDO salários e condições de trabalho; ou nós, Cidadãos, mudamos de mentalidade, EXIGINDO que o Estado provenha a SEGURANÇA PÚBLICA à qual temos DIREITO e pela qual pagamos muito caro; ou eles, Políticos, se mobilizam para criar condições de combate à criminalidade de uma forma séria e eficaz, tratando a questão da qualificação dos Políciais e das condições de trabalho como prioridade, ou a população estará cada vez mais mal servida no quesito segurança pública.

      Abraços
      Flávio

  • Boa tarde vc poderia me responder se para investigador voltara a ser com o segundo grau, me disseram que os escritos com terceiro grau ñ foi o sufisiente.

  • [...] dos resultados da prova preambular do IP 1/2008 no formato .pdf). … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]

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