BLOG “SUB CENSURA”

“Artigo 63 – São transgressões disciplinares:

  • XXIII – promover manifestação contra atos da administração ou movimentos de apreço ou desapreço a qualquer autoridade;
  • XXIV – referir -se de modo depreciativo as autoridades e a atos da administração pública, qualquer que seja o meio empregado para esse fim;”

Solicito a todos que prestem atenção aos mandamentos "legais" acima citados.

Afinal, ainda existem aqueles que acham que eles são superiores ao descrito a seguir:

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Art. 5º - IV:

É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.

CALE-SE!


ODEIO PEDÓFILO!!!



disque-denúncia 181


DELEGACIA ELETRÔNICA

  • Furto de veículo;
  • Furto ou extravio de documentos;
  • Desaparecimento ou encontro de pessoas;
  • Furto de placa;
  • Furto de celular.

DELEGACIA ELETRÔNICA


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O MAIS VIOLENTO DOS CRIMES

Publicado no Folha Online

Desvio de verba ameaça projeto contra Aids

ANTÔNIO GOIS
RAPHAEL GOMIDE
da Folha de S.Paulo, no Rio

Desvios e sumiços de recursos de ao menos R$ 1,1 milhão, destinados à UFRJ, ameaçam paralisar um dos mais importantes projetos brasileiros na área de HIV/Aids: o Praça Onze, que tem o objetivo de descobrir vacinas e drogas para prevenção e tratamentos da doença e é financiado na maior parte pelo governo americano.

Composto por mais de 15 pesquisas, o Praça Onze é coordenado por Mauro Schechter, professor titular de doenças infecciosas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, hoje em conflito com a FUJB (Fundação Universitária José Bonifácio), também da universidade, que é responsável por receber os recursos do projeto.

As duas partes se acusam de descontrole a ponto de descobrirem tardiamente que cerca de 400 cheques, totalizando R$ 1,1 milhão, pararam na conta pessoal de uma secretária.

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CORRUPÇÃO - O MAIS VIOLENTO DOS CRIMES

CORRUPÇÃO - O MAIS VIOLENTO DOS CRIMES

Schechter acusa a fundação de não saber determinar até agora o destino de verbas estimada entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões. Para a FUJB, é o pesquisador quem lhe deve R$ 1,1 milhão.

As suspeitas levaram o NIH (Instituto Nacional de Saúde, dos EUA), principal financiador do programa, a enviar representante ao Brasil, exigir uma auditoria e ameaçar suspender o repasse de verbas.

O instituto já enviou mais de US$ 7 milhões (cerca de R$ 13,6 em valores de hoje) para o programa brasileiro.

O projeto passará agora a ser gerido pela reitoria da universidade federal. Schechter afirma que isso gerará mais burocracia e poderá inviabilizar e engessar as pesquisas científicas.

Em um ponto ambas as partes concordam, embora cada uma coloque a principal responsabilidade na outra: houve falha na fiscalização.

“Não tenho acesso às contas. Caberia à fundação, e não a mim, fazer o controle e identificar que havia saída de dinheiro superior a valores das notas fiscais, o que não fizeram”, declara Schechter.

“Se erramos, foi por dar excesso de liberdade para Schechter”, afirma o presidente da fundação, Raymundo de Oliveira. Segundo ele, os recursos iam para uma conta em nome do pesquisador e seriam de sua responsabilidade.

A FUJB move ação de prestação de contas contra o professor. Já Schechter pediu investigação nas contas do projeto ao Ministério Público Federal e ao Estadual e ao TCU (Tribunal de Contas da União). A Promotoria estadual determinou auditoria, e o TCU investiga o caso.

Secretária

Rosenilda Sales foi secretária de Schechter entre 1994 e 2004, quando se flagrou a compra de passagens de avião para ela e a família com verba do projeto. Schechter a demitiu. Depois disso, a fundação descobriu que havia desvios de cheques de 1998 a 2004.

A Folha não conseguiu localizar Rosenilda. À polícia, ela alegou que o dinheiro era pagamento “por fora” por outros projetos do pesquisador e para pagar voluntários, o que Schechter nega.

Segundo a Polícia Civil, que a indiciou sob acusação de estelionato, os montantes foram depositados em sua conta, na de irmãos e do namorado.

“Rosenilda foi contratada por indicação de Schechter. Nós é que descobrimos que os cheques foram parar na conta dela”, diz Oliveira.

O pesquisador afirma que o controle cabia à FUJB. Schechter apresentou à reportagem e-mails de 2004 e 2005 em que cobra o sumiço de valores de R$ 470 mil e de mais R$ 674 mil da fundação. A FUJB declara que as mensagens foram tiradas de contexto. E atribui parte do descontrole aos altos custos administrativos do projeto e a oscilações no câmbio.

Schechter diz ainda que a FUJB cobra taxa de administração vedada pelo NIH, o que somaria mais de R$ 1 milhão. A fundação apresentou à reportagem contrato de 1995, assinado pelo pesquisador, em que a cobrança está prevista.

Quando o Supremo Presidente do Supremo, o Sr. Gilmar Dantas ops Mendes, resolveu deixar o banqueiro ladrão fora da cadeia, e, na sequência, proibiu que os GRANDES LADRÕES BRASILEIROS, aqueles que METEM A MÃO NO COFRE DO POVO, fossem algemados, embasou sua argumentação no fato de o tipo de crime cometido não ter sido violento.

Tudo uma questão de ponto de vista.

Para mim, NÃO EXISTE CRIME MAIS VIOLENTO que aquele que PREJUDICA TODA A NAÇÃO.

Um homicida comete um crime violento. Mata uma pessoa.

As consequências dos crimes de colarinho branco são MUITO MAIS DRÁSTICAS. CAUSAM A MORTE DE MILHARES DE PESSOAS. A reportagem copiada acima é uma demonstração cabal dessa afirmação.

A possível interrupção de um programa de pesquisa tão importante, que, se bem sucedido, poderá salvar – ou prolongar – a vida de BILHÕES de pessoas ainda não infectadas pelo HIV devido a alguns se locupletarem com o dinheiro a ele destinado tem, a meu ver, todos os elementos para que os autores desse crime sejam acusados de GENOCÍDIO.

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O MAIS VIOLENTO DOS CRIMES - A CORRUPÇÃO

Esse é só um exemplo.

Fatos semelhantes ocorrem diuturnamente em TODAS AS INSTÂNCIAS DO PODER deste país em que vivemos. Quando o Presidente do Supremo toma decisões que favorecem os CRIMINOSOS que MATAM MILHARES E MILHARES DE BRASILEIROS cada vez que se locupletam dos bens públicos, cada vez que ENCHEM OS PRÓPRIOS BOLSOS do dinheiro que deveria ser destinado ao bem comum, a impressão – quase certeza – que passa para a NAÇÃO é que ROUBAR É A REGRA, ser honesto é a exceção.

Usar a argumentação falaciosa que é a LEGISLAÇÃO que o obriga a tomar essas decisões torna essa impressão ainda mais importante e com maior influência na quase unanimidade nacional que o negócio é levar vantagem em tudo. Lei de Gerson.

Será que conseguirei, algum dia na minha vida, perder essa certeza absoluta que esse país NÃO É SÉRIO ?

Flávio Lapa Claro
Investigador de Polícia

1 comment to O MAIS VIOLENTO DOS CRIMES

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